domingo, 18 de julho de 2010

Temática

Direito à Cidade

Em busca da Terra do Nunca

“... Monumental não no sentido de ostentação, mas no sentido de expressão palpável, por assim dizer, consciente, daquilo que vale e significa. Cidade planejada para o trabalho ordenado e eficiente, mas ao mesmo tempo cidade viva e aprazível, própria ao devaneio e à especulação intelectual, capaz de tornar-se, com o tempo, além de centro de governo e administração, num foco de cultura dos mais lúcidos e sensíveis do país”.

Relatório do Plano-Piloto de Brasília, Lúcio Costa. 10 de Março de 1957

Junto dos participantes, o Encontro buscará atingir um ideal de cidade que é discutido em âmbito internacional. Então, o complemento “Terra do Nunca” na temática retratará, de maneira lúdica, a busca dentro da nossa discussão.

Brasília surgiu da necessidade de centralização da capital pensada por José Bonifácio por volta de 1820, ao sonho de uma cidade ideal prometida por Juscelino Kubitschek, construindo a cidade profetizada por Dom Bosco. Pretendia ser a concretização do racionalismo moderno, tornando-se realidade a partir do traçado de Lucio Costa e dos monumentos de Oscar Niemeyer, por ser feita a partir da razão humana não era passível de erros? Inicialmente projetada para ser uma cidade com 500 mil habitantes, hoje ultrapassa dois milhões somando o seu entorno. As condições urbanas não acompanharam o crescimento populacional, e Brasília já não possui tantas oportunidades, deixando de ser um sonho para muitos de seus residentes.

A capital brasileira é apenas um exemplo dessa conjuntura. Vivemos em um mundo integrado em que cidades, com culturas e realidades diferentes, têm consumos idênticos das necessidades primárias, desde os recursos naturais aos produtos globalizados. Um dos fatores que caracterizam essas cidades são as pessoas que alí residem. Pessoas conectadas à cidade por elos culturais e afetivos, tornando essa uma parte de si. Contudo, os seres humanos são responsáveis pela criação de um interessante cenário com a união de modos próprios de vida e identidade, culminando em um palco de disputas de espaço e poder.

As cidades não dão oportunidades nem condições justas a todos os seus habitantes. Os países da America Latina têm seu modelo de desenvolvimento caracterizado por estabelecer padrões de concentração de renda e poder, cujas conseqüências são uma população sem condições de satisfazer suas necessidades básicas, culminando na destruição do meio ambiente e na privatização dos espaços públicos. A maneira como construímos as cidades hoje gera empobrecimento, exclusão e segregação social e espacial.

Na tentativa de proporcionar uma vida digna às pessoas, discussões em fóruns mundiais resultaram, em 2005, Porto Alegre, a Carta Mundial de Direito à Cidade. Esse documento garante aos cidadãos, independente de cor, etnia, cultura, gênero, renda ou idade, o usufruto eqüitativo de todos os benefícios e suportes oferecidos pela cidade, bem como o acesso à modernidade e ao desenvolvimento humano, dentro dos princípios da sustentabilidade. A cidade como propriedade de todos que nela vivem, tem a função de assegurar a distribuição universal, justa, democrática e sustentável de riquezas, serviços, bens e oportunidades.

O XIX ELEA BRASÍLIA 2010 objetiva instigar seus participantes a (re) pensarem sobre o direito à cidade, (re) conhecerem as distintas realidades dentro de uma mesma cidade, irem de encontro às necessidades da população, desenvolver possíveis soluções, enriquecer seu repertório teórico por meio de palestras de arquitetos e/ou especialistas da área e desenvolver uma postura crítica como futuros arquitetos e urbanistas latino-americanos.

Almejamos a construção de um pensamento que norteará a forma como fazemos cidades, estabelecendo não apenas a cidade que necessitamos, mas também a cidade que queremos. Para alcançar esse objetivo sub-dividimos a temática em 6 (seis) sub-temas:

1. Miscigenação da Cidade: a miscigenação do povo e da cultura no surgimento da cidade. Representa o nascer e a diversidade se encontrando em um único local.

2. Vivência da Cidade: a experimentação dos espaços urbanos e do meio ambiente por aqueles que dela usufruem.

3. Acesso à Cidade: a questão dos direitos e deveres dos cidadãos, o papel desempenhado por cada um como agente modificador do lugar.

4. Renascimento da Cidade: a reinvenção, o momento em que se vivenciam as transformações na cidade a partir da discussão das problemáticas.

5. Manutenção da Cidade: após a reconstrução, vem a conservação da cidade, a partir da mobilização e conscientização humana transformadas em ações em prol da urbe.

6. Utopia da Cidade: a busca da Terra do Nunca. Um momento de reflexão sobre o ciclo da cidade; o intercâmbio de conhecimentos que possibilitem a existência dos espaços urbanos e humanos ideais.

Propondo alcançar a Utopia da Cidade, lembramos que Brasília é a representação do que o homem é capaz de construir, sendo ela a própria Terra do Nunca, a busca por um sonho, que se tornou realidade a partir do momento que as pessoas acreditaram que seria possível e lutaram por esse ideal. Em contra partida ao que já foi construído, a desigualdade urbana e a falta de cumprimento dos direitos humanos na cidade são evidentes, e muito ainda precisamos para alcançar esse utópico, o que torna essa a nova busca de seus habitantes. Mudanças concretas podem tornar algo abstrato em realidade.

Acreditamos que podemos construir a cidade de hoje, sabendo que essa já não é mesma de ontem, e que precisamos de estudo e conhecimento coletivo para permitir oportunidades para a cidade de amanhã. A busca pela cidade ideal, a tão sonhada Terra do Nunca.

Temática

Derecho a la cuidad

En busca de la tierra del Nunca Jamás

“… Monumental no en el sentido de ostentación, pero en el sentido de expresión tangible, por así decir, consiente de aquello que vale y significa. Ciudad planeada para el trabajo ordenado y eficiente, pero al mismo tiempo una ciudad viva y apacible, propia del sueño y de la especulación intelectual, capas de transformase con el tiempo, además del centro de gobierno y administración, en un foco de cultura de los más lúcidos y sensibles del país”.

Informe del plano-piloto de Brasilia, Lucio Costa. 10 de marzo de 1957

Junto de los participantes, el Encuentro buscara llegar a un ideal de cuidad que es discutido en el ámbito internacional. Entonces, el complemento “Tierra del Nunca Jamás” en la temática se verá retractada de manera lúdica, la busca dentro de nuestra discusión.

Brasilia surgió de la necesidad de centralización de la capital pensada por José Bonifacio por vuelta de 1820, al sueño de una ciudad ideal prometida por Juscelino Kubitschek, construyendo la cuidad profetizada por Don Bosco. Pretendía ser la concretización del racionalismo moderno, convirtiéndose realidad a partir del proyecto de Lucio Costa y de los monumentos de Oscar Niemeyer, ¿por ser hecha a partir de la razón humana no era propenso a errores? Inicialmente proyectada para ser una ciudad con 500 mil habitantes, hoy ultrapasa los 2 millones sumando su entorno. Las condiciones urbanas no acompañaron el crecimiento poblacional, y Brasilia ya no posee tantas oportunidades, dejando de ser un sueño para muchos de sus residentes.

La capital brasilera es apenas un ejemplo de esa coyuntura. Vivimos en un mundo integrado en ciudades, con culturas y realidades diferentes, tienen consumos idénticos de las necesidades primarias, desde los recursos naturales a los productos globalizados. Uno de los factores que caracterizan esas ciudades son las personas que allí residen. Personas conectadas a la ciudad por lazos culturales y afectivos, convirtiendo esa en parte de sí mismo. Con todo, los seres humanos son responsables por la creación de un interesante escenario con la unión de modos propios de vida e identidad, culminando en un palco de disputas de espacio y poder.

Las ciudades no dan oportunidades ni condiciones justas a todos sus habitantes. Los países de América Latina tienen su modelo de desenvolvimiento caracterizado por establecer padrones de concentración de ingresos y poder, cuales consecuencias son una población sin condiciones de satisfacer sus necesidades básicas, culminando en destrucción del medio ambiente y en la privatización de los espacios públicos. La manera como construimos ciudades hoy genera empobrecimiento, exclusión y segregación social y espacial.

En el intento de proporcionar una vida digna a las personas, discusiones en los fórum mundial resultaron, en 2005, Porto Alegre, en la Carta Mundial de Derecho a la Ciudad. Ese documento garante a los ciudadanos, independiente de su color, etnia. Cultura, genero, ingresos o edad, el usufructo equitativo de todos los beneficios y soportes ofrecidos por la ciudad, ya sea como el acceso a la modernidad y al desenvolvimiento humano, dentro de los principios de sustentabilidad. La ciudad como propiedad de todos que en ella viven, tiene una función de asegurar la distribución universal, justa, democrática y sustentable de riquezas, servicios, bienes y oportunidades.

El XIX ELEA BRASILIA 2010 tiene como objetivo instigar sus participantes a (re) pensar sobre el derecho a la cuidad, (re) conocer las distintas realidades dentro de una misma ciudad, ir al encuentro a las necesidades de la población, desenvolver posibles soluciones, enriquecer su repertorio teórico por medio de conferencias de arquitectos y/o especialistas en el área y desenvolver una postura crítica como futuros arquitectos y urbanistas latinoamericanos.

Ansiamos la construcción de un pensamiento que norteara la forma como hacemos ciudades, estableciendo no apenas la ciudad que necesitamos, pero también la ciudad que queremos. Para alcanzar este objetivo subdividimos la temática en 6 (seis) subtemas:

1. Miscigenação Mestizaje de la ciudad: el mestizaje de un pueblo y de la cultura en el surgimiento de la ciudad. Representa el nacer y la diversidad que se encuentran en un único local.

2. Vivencia de la ciudad: la experimentación de los espacios urbanos y del medio ambiente por aquellos que la usufructúan.

3. Acceso a la ciudad: la cuestión de los derechos y deberes de los ciudadanos, el papel desempeñado por cada uno como agente modificador del lugar.

4. Renacimiento de la ciudad: la reinvención, el momento en que se vivencian las transformaciones en la cuidad a partir de la discusión de las problemáticas.

5. Manutención de la ciudad: luego de la reconstrucción, viene la conservación de la ciudad, a partir de la movilización y concientización humana transformadas en acciones en pro de la urbanización.

6. Utopía de la ciudad: la busca de la Tierra del Nunca Jamás. Un momento de reflexión sobre el ciclo de la ciudad; el intercambio de conocimientos que posibiliten la existencia de los espacios urbanos y humanos ideales.

Proponiendo alcanzar la Utopía de la ciudad, recordamos que Brasilia es la representación de lo que el hombre es capaz de construir, siendo ella propia Tierra del Nunca Jamás, la busca por un sueño, que se tornó realidad a partir del momento que las personas creían que sería posible y lucharon por ese ideal. En contra partida a lo que ya fue construido, la desigualdad urbana y la falta de cumplimiento de los derechos humanos en la ciudad son evidentes, y mucho aun precisamos para alcanzar ese utópico, lo que convierte esa en la nueva busca de sus habitantes. Mudanzas concretas pueden tornarse algo abstracto en realidad.

Creemos que podemos construir la ciudad de hoy, sabiendo que esa ya no es la misma de ayer, y que precisamos de estudio y conocimiento colectivo para permitir oportunidades para la ciudad de mañana. La busca por la ciudad ideal, la tan soñada Tierra del Nunca Jamás.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Informativo Comorg ELEA Brasília 2010


A Comorg ELEA Brasília vem informar que:
Apos reunião da CoLEA realizada entre os dias 23 e 29 de Maio, na cidade de Temuco no Chile ficou decido por consenso que haverá restrição de participantes de todos os paises, ou seja, como para todos os outros paises as vagas para os Brasileiros serão LIMITADAS. O Máximo de vagas disponíveis parar participantes do Brasil foi fixada em 2000 participantes.
Nós da Comorg sabemos que a demanda extrapola em muito este numero, mas como uma estância superior decidiu estamos também limitados a ele. Sendo assim deixamos claro a todos os interessados que não comprem passagens ou marquem ônibus sem a sua inscrição garantida, pois não poderemos exceder em nenhuma hipótese a quantidade de participantes definida pela CoLEA. As Inscrições se iniciarão em agosto em data ainda não confirmada.

Para quem quiser garantir sua vaga, haverão inscrições antecipadas para o ELEA Brasília no ENEA Uberlândia, que acontecerá a partir do dia 10 de julho. Esta inscrição custará 165 reais e deverá ser presencial.

Esperamos que este limite não diminua a vontade de participar, pois nossa intenção sempre foi fazer um encontro memorável para todos!

Informaremos mais novidades no decorrer dos dias.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sonhando a cidade

De um traço no papel, surge um projeto, e do pensamento de um homem, o sonho, a esperança, a certeza de um futuro melhor. Das diferentes culturas das diferentes etnias, a chamada miscigenação, nasce a cidade. Na terra vermelha, a seca, o pé no chão, a liberdade, no horizonte do planalto encontra-se serventes, lavadeiras, comerciantes, arquitetos vivendo a cidade, que vai brotando do chão.

O plano está pronto, novos moradores convidados. A festa grandiosa no planalto projetado, os espaços preenchidos, e todos desejando acessar o novo lugar. Os problemas vão surgindo, a fome, a miséria, o transito pesado, a cidade pulsa, tornando o devaneio distante de um paraíso a se morar.

É preciso renascer, repensar a cidade, continuar da forma que está tornará um lugar insuportável para se habitar. O sonho vai perdendo o sentido, o menino não tem mais onde brincar. As largas pistas, que aos domingos é ocupado pela população, são tomadas durante a semana por veículos que atrapalham a circulação.

Surgem soluções, governos prometem melhorias, para a sobrevivência do caos, manter a cidade como ela era antes, em que todos acreditavam ser o espaço ideal. Ao fim, descobre-se que o sonho do arquiteto era apenas uma utopia. Mas, apesar de convidativa, a cidade construída não tem mais espaço para todos.

A esperança permanece, a luta pelos objetivos continua, A paixão se torna motivação para lutar pelo Direito a Cidade, e tirar do papel as perspectivas do arquiteto, e assim alcançar a Terra do Nunca, a cidade desejada.

Autoria: Anatalia Araujo

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Caminos

Las ciudades se construyen por caminos. En la Brasilia trazada de Lucio Costa, estos siguen las líneas pensadas, la ortogonalidad y la lógica incrustada en la ciudad. ¿Quién vive aquí convive con estos caminos que deberían ser cruzados todos los días.

Ya la vida es hecha por otros caminos. Sinuosos y en constante transformación, los caminos del hombre en la tierra nunca obedecen a una formalidad, y no sería diferente en su reflexión en la ciudad. Por sus grandes espacios te das cuenta de que los Brasilienses comenzaron a crear atajos. Quién anda mucho a pie sabe muy bien qué son los caminos alternativos en el césped entre los edificios y rodeando los muros. No siempre la propuesta de ortogonalidad es la forma más práctica para su destino, y luego comenzó la búsqueda por escapar de las “tesourinhas”, los semáforos y los retornos distantes. A veces ni siquiera son caminos pavimentados o iluminados, los caminos sólo son conocidos por auténticos exploradores de las ciudades, los exploradores que se abren y se revelan a aquellos que siguen una nueva perspectiva diferente de la ofrecida por Lucio Costa.

Leo Jaime ya decía: "Un teléfono es muy poco para quien ama como un loco y vive en el Plan Piloto." En un intento por estar más cerca de lo que se desea en este mundo de hormigón a gran escala, nuevos caminos han sido y seguirán siendo creados. La cruda realidad de la ciudad planificada se desliza en la inconstancia y de la necesidad de urgencia del hombre que la habita. Esta relación transformadora evidenciada, marca las cicatrices de la edad del Plan Piloto de Brasilia, como sucede en cualquier Sr. de 50 años.

Autoria: Gabriela Cascelli

Tradução: Gonzalo Sandin

terça-feira, 18 de maio de 2010

Caminhos

As cidades são construídas por caminhos. Na Brasília traçada de Lúcio Costa, estes seguem as linhas pensadas, a ortogonalidade e a lógica embutida na cidade. Quem mora aqui convive com estes caminhos que deveriam ser atravessados todos os dias.

Já a vida é feita por outros caminhos. Sinuosos e em constante transformação, os caminhos do homem na terra nunca obedecem tal formalidade, e não seria diferente na sua reflexão na cidade. Por seus grandes espaços percebe-se bem que os brasilienses passaram a criar atalhos. Quem anda muito a pé sabe o que são os caminhos alternativos nos gramados, entre os prédios e beirando as cercas. Nem sempre a ortogonalidade proposta é o caminho mais prático para o seu destino, então se começou uma busca por fugir das tesourinhas, dos sinais de trânsito e dos retornos longes. Às vezes nem mesmo asfaltados ou iluminados, os caminhos são apenas conhecidos pelos verdadeiros exploradores das cidades, bandeirantes que desbravam e revelam aos que seguem uma nova perspectiva diferente da oferecida por Lúcio Costa.

Já cantava Léo Jaime : “Um telefone é muito pouco pra quem ama como um louco e mora no Plano Piloto”. Na tentativa de estar cada vez mais perto do que se deseja nesse mundo de concreto de grande escala, novos caminhos foram e continuam sendo criados. A realidade bruta da cidade planejada resvala na inconstância e necessidade de urgência do homem que a habita. Esta relação transformadora evidenciada, marca as cicatrizes da idade no Plano Piloto de Brasília, como acontece em qualquer Sr. de 50 anos.

Autoria: Gabriela Cascelli

Revisão: Daniel Nardelli

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Espacios únicos en Brasilia

Existen diversos momentos diferentes en una ciudad, lugares con características únicas. La unión de la percepción de estos fragmentos construyen la ciudad y en Brasilia no es diferente.

Uno de los más sorprendentes es sin duda el Sector Comercial Sur o SCS, en el lenguaje de las siglas que marcan las direcciones de la ciudad. Se caracteriza por sus edificios de oficinas que se diferencian en la altura de los edificios de residencias y la diversidad de gente que por allí pasa, y puede decirse que es la parte que más se parece a una ciudad tradicional. Parece. A pesar de su forma tradicionalista, el sector aún transpira la singularidad de la ciudad planificada. La tipología bien distribuida de los terrenos encuentra su diversidad en el tipo de edificios, transformando la unidad urbana sectorizada en el pastiche visual presente en otras ciudades.

La mezcla es grande. Funcionarios públicos, mendigos, políticos, estudiantes, obreros, todos se mezclan en este espacio y terminan conviviendo en sus bares y plazas pequeñas, donde se detienen a hablar por teléfono o pasar el tiempo. Cuando se pasa un tiempo por allí, vemos siempre manifestaciones populares, artistas callejeros trabajando y las cosas pasando rápidamente.

Ya en la noche sus espacios se transforman. Sufre de un vacío que sólo puede explicarse por la ausencia total de espacios para vivir, pero se equivoca quien piensa que no pasa nada por la noche. Esta falta de viviendas hace proliferar por el SCS otra grande variedad de situaciones, a menudo no muy seguras, que marcan en el amanecer la mezcla vista durante el día.

Estas y otras características hacen el SCS un lugar lleno de identidad y es imperdible para quien quiere realmente conocer de que es hecha Brasilia!